terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Finalmente, você no controle!


Gatos são conhecidos por muitas coisas. A destreza de sempre cair de pé e a higiene impecável de seus pelos. A habilidade de derrubar um abajur ou dar de cara com uma porta de vidro e continuar andando casualmente como se nada tivesse acontecido. A cara de pau de destruir seus móveis com suas garras e sei-lá-como ainda parecer fofo enquanto faz isso. A consideração de trazer para casa seu último pássaro capturado e deixar na porta de casa como um "presente" para você.

Entretanto, gatos não são conhecidos pela sua habilidade em aprender e obedecer os comandos de seus donos. E é aí que o Control-a-Cat Remote Control pode ser útil.

Simplesmente aponte para o seu gato, aperte os botões do controle e reze pelo melhor. Com botões para "Parar de arranhar", "Mostrar afeição", "Fique afastado" e outros, você estará no controle imediatamente. Finalmente é a sua vez de fazer com que seu gato faça o que você quer.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Intrigante

Você sabia que 80% dos homens morrem casados enquanto 80% das mulheres morrem solteiras?

Nem sei como começar a comentar isso, mas fiquei meio chocada com os números.
Alguma explicação? Eu tenho as minhas, mas gostaria de ouvir de mais alguém.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Túnel do tempo: Ser ou não ser professora

Esse texto eu escrevi em 01 de fevereiro de 2004, quando efetivamente desisti de fazer Direito e percebi que a sala de aula era meu futuro. Na época, havia decidido fazer Letras. Hoje, como muitos sabem, faço Pedagogia a distância na Uniasselvi. Mas as reações descritas abaixo ainda são verdadeiras.

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Acho bem engraçada a reação das pessoas quando eu falo que vou fazer Letras e pronto. Claro, reagem das mais diversas maneiras. A única que ficou efetivamente feliz por mim foi a Tata, claro, pq eu sei que qualquer coisa que eu escolhesse a faria feliz, desde que ela me visse feliz também.
Mas a reação mais comum é a de pessoas que querem me salvar. Eu digo que vou fazer este curso e elas pensam por alguns segundos e me trazem mil outras opções de carreira que não seja dar aula. Ah, mas tudo bem, tendo 3 idiomas vc pode muito bem trabalhar com Comércio Exterior então... E meu pai: Que tal ser tradutora juramentada? E já recebi milhões de alternativas.
Será que é tão difícil assim prás pessoas aceitarem que o que eu quero é bem simples, DAR AULAS PRÁ SEMPRE??? Será que é tão impossível acreditar que eu efetivamente encontre prazer e satisfação dentro de uma sala de aula? Será que é tão incompreensível assim o fato de eu ser apaixonada por todos os meus alunos e cada manifestação de carinho da parte deles iluminar meu dia?

Tudo bem que toda professora de português é louca e chata. Tudo bem que, se não são loucas, são solteironas. Já pensei nisso. Conheço muitas professoras de português e normalmente elas reúnem as 3 qualidades: loucas, chatas e solteironas. Mas eu as amo mesmo assim.
Professora Cidália e a Professora Marilena são minhas inspirações, são as mulheres mais fantásticas que eu já conheci, mais divertidas, mais inteligentes, mais tudo. As melhores aulas do universo. Eu queria ser inspiração de alguém tb.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Túnel do Tempo

Consegui recuperar uns arquivos antigos que eu havia salvo quando alimentava esse blog constantemente em 2004. Diversos motivos me fizeram apagar todo o histórico, motivos esses que agora não vêm ao caso.
Mas agora tenho todos os meus textos de volta, então, uma vez por quinzena, pretendo republicá-los.

Vai ser bom reviver esses tempos de juventude, especialmente agora que os 28 anos estão batendo a minha porta e me sinto a pessoa mais velha desse mundo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dos Pais e a Educação I

Esses dias eu tava assistindo um desses programas bobos de celebridades e estavam entrevistando a Joelma e o Chimbinha. Daí perguntaram pra Joelma se dava pra administrar a vida familiar já que eles estavam sempre viajando.

Primeiro achei estranho que TODAS as perguntas eles fizeram para o Chimbinha e o Chimbinha respondeu, e quando chega na hora de falar nos filhos, só então apontaram o microfone para a Joelma. Claro, porque a Joelma não é profissional, não é cantora, não é parte importante da banda. A Joelma é SÓ a mãe dos filhos do Chimbinha.

Mas enfim, divago.
Ela respondeu que claro que sim, que eles são pais super presentes, eles LIGAM sempre pra saber como estão as crianças, para saber se foram bem na escola, se comeram bem, dormiram bem.

Olha gente! Inovação no mundo da mater/paternidade! Hoje se você quiser, pode ser pai/mãe por telefone!

A Joelma não parou por ali. Ela foi além. Ela disse que é como se eles estivessem em casa, porque eles ligam sempre. Sim, é exatamente igual como se eles estivessem em casa.

E meu único comentário a respeito é: ?????????????????????????????????

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fofo


Queria ter isso em casa. :)


domingo, 20 de dezembro de 2009

Notas

Eu queria tanto que o resultado da minha prova final saísse antes do Natal.

O prazo para a fazculdade corrigir e publicar as notas é de 30 dias. Muito tempo né? Acho o fim do mundo isso.
Mas enfim.
O prazo acaba dia 07 de janeiro. Eles costumam honrar o prazo a risca. Geralmente é justamente no último dia mesmo que as notas são publicadas. Fico doida com isso. Queria que saísse antes do Natal, pra ser tipo um presente pra mim. Porque, meu, me esforcei pacas. Estudei muito. Li demais. E meu paper ficou show. E lá em casa rola essa tradição boba de pendurar os nossos boletins na árvore de natal, pro Papai Noel ver e tal.

Queria que meu boletim estivesse lá!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu mereço

Então, achei engraçado que justamente poucos dias depois de eu ter declarado aqui a raiva que eu sinto de quem cola e/ou paga e suborna pessoas para fazerem seus trabalhos de faculdade que... Aconteceu.

Não, eu não colei! Hahahahaha!

Mas a menina que sempre fica comigo no intervalo perguntou que nota eu tirei na prova da semana anterior. E eu, que além de não saber mentir sou meio exibidinha, falei: 10!
Ah, então eu vou sentar do teu lado hoje!
Risinhos tímidos de quem quer mudar de assunto.
Não, é sério, eu vou sentar perto de ti, tu me ajuda né Geórgia?

Putz, chamar pelo nome assim é o auge da súplica.

Eu sento na PRIMEIRA carteira, NA FUÇA da monitora justamente porque eu não quero me incomodar com baguncinhas e barulhos e muito menos possibilidades de cola. Bom, também porque eu sou míope, mas eu diria que esse fator é o menos importante de todos. Fui pegar meu refri sagrado para me hidratar enquanto faço a prova e quando voltei para a sala... Sim, ela estava sentada atrás de mim.

Talvez a minha revolta com relação a cola não seja só moral, mas também tenha uns 5% de frustração porque nunca na minha vida eu soube passar ou pegar cola. Acredite. Eu NUNCA, nem na escola, peguei cola. Passar eu já passei, nas provas de inglês no segundo grau eu ajudava 4 amigas ao mesmo tempo, mas inglês de escola é ridículo né, a cola até deveria ser institucionalizada, já que eles não ensinam p*** nenhuma mesmo. Mas nas provas de inglês e porque o professor era o maior mamão que eu já vi em toda a minha vida.

Fora isso, NUNCA.

Então nessa prova final, que vale tipo 8, a guria estava pedindo a minha ajuda. E eu não queria criar inimizade mas também não queria abrir mão das minhas convicções. Não quer estudar, fica em casa. Ir pra escola pra colar não é estudar. Bom, no final, fiz de conta que não era comigo, fiz minha prova objetiva, preenchi o cartão de respostas, virei ele de cabeça para baixo e segui com as discursivas. E esqueci do assunto.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Férias das crianças! parte 2

Pedi para eles desenharem/pintarem o que eles quisessem, desde que fosse relacionado ao Natal. Acho engraçado que nos filmes e seriados sempre tem uma criança que desenha algo terrível, tipo o papai esfaqueando a mamãe ou um monstro devorando o Papai Noel. Nos faz pensar que sempre tem um problemático em qualquer turma. Mas não, até hoje nunca desenharam nada perturbador para mim.

Então, cada um tem a sua própria caixa de lápis de cor e todas as caixas ficam dentro de uma caixa maior. Como estamos no final do ano, as caixas de lápis já estão meio surradas e os lápis vivem caindo de dentro delas. Cada um pegou sua caixa, foi para a mesa desenhar, e alguns lápis ficaram jogados na caixona porque caíram das suas caixas.

O ZZZZ foi lá na caixa e achou um lápis bicolor (em cada ponta é uma cor). Gostou, pegou e foi usar. E daí o AAAA viu que o outro estava usando o lápis dele. E foi lá buscar. Seguiu-se uma seqüência de é meu, é meu, é meu. E daí o AAAA, dono do lápis, começou a chorar. Como eu peguei a conversa pela metade, não sabia se o lápis era do menino mesmo (eu não lembrava que a caixinha dele era desse tipo de lápis bicolor). Tentei a conciliação, achar um meio termo, peguei na caixa do ZZZZ dois lápis com as cores daquele um lápis (verde e vermelho) e negociei: você não quer trocar esse UM lápis por esses DOIS lápis com as mesmas cores? Daí você vai ter MAIS lápis ao invés de um só! Não adiantou, essa carta da quantidade talvez funcione com crianças ainda menores, mas 4/5 anos eles já conseguem perceber mais valor do que a simples quantidade.

O AAAA, dono do tal lápis da discórdia, começou a chorar. MUITO. Tão genuíno quanto o menino da história anterior (que, como vc lembra, na história anterior NÃO tinha razão). Daí investiguei e descobri que o lápis era dele mesmo. Mas achei besteira, porque ele nem queria usar o tal lápis, até ele ver na mão do amigo não fez falta nenhuma. Ele bem que podia deixar o amigo usar e depois pegar. Eu aleguei isso. Ele não queria. O lápis era dele, e ele queria o lápis já. Peguei a caixa dele. Fui até o ZZZZ, mostrei que realmente o lápis era daquela caixa. E ele só argumentava que não era não, que ele achou o lápis na caixona (o que também era verdade). Acabei devolvendo o lápis ao dono original, dei os dois outros lápis que tinham as mesmas cores, e pronto. Mais choro. ZZZZ inconformado, choro genuíno, e eu com o coração na mão.

Sei lá o que fazer nessas horas. A única coisa que eu sei é não perder a paciência nem tomar decisões precipitadas. Eu escuto os dois lados. Escuto terceiros, se foram testemunhas. E eu explico a minha decisão para eles. Eu me abaixo para olhar de frente, e olho no olho (aprendi com a Super Nanny). Eu não quero ser A superior, A chefe, A autoritária que olha de cima para baixo e decide as coisas de dentro da minha bolha.

Depois, quando a choradeira começa (porque a choradeira sempre começa), é que é mais difícil. As vezes eu pego no colo e explico de novo. As vezes eu ignoro. Eu nunca sei o que vai ser melhor para eles. Eu não sei se um carinho nessa hora não acaba sendo uma recompensa pela manha, incentivando manhas constantes. Mas ignorar também não me parece muito bom, porque acho que dá a impressão que eu estou totalmente indiferente ao sofrimento deles.

Só sei que estou de férias e esses dilemas NÃO vão me assombrar até fevereiro do ano que vem. Ufa!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Férias das crianças!

Finalmente o ano acabou! Até fevereiro sem me preocupar com plano de aula, joguinhos, brincadeiras, conteúdo e micro-crianças.

Eu adoro elas. Sério. São muito fofas. Gosto de ganhar abraços e ouvir que eu sou linda. Só não gosto quando a XXXX me abraça e pergunta se eu tô com um bebê na minha barriga. E é engraçado, pq nessa faixa etária (3-4-5 anos) eles parecem crianças normais de 7/ 8. No rosto principalmente. E daí você quase pensa por alguns instantes que pode falar com eles como se fala com uma criança de 7/8. Mas daí de repente eles soltam um pála, malia, eu quelu bincá e você se dá conta de que apesar da cara, eles nem sabem falar direito ainda.

Tem umas coisas muito loucas mesmo, especialmente para mim, que nunca gostei nem convivi com crianças. Por exemplo, eles brigam muito. Alguns, claro. E mentem descaradamente. Todos. A XXXX foi lá pegar a cadeira vermelha que ela gosta. Ela foi láááá do outro lado da sala e quase se matou para tirar a cadeira de baixo da mesa, e trouxe com certa dificuldade até onde nós estávamos. O YYYY quando viu a cadeira, percebeu que é igual à preferida dele, tb vermelha. Foi lá e tentou arrancar dela. Ela berra. Dessa vez eu vi tudo, e percebi que sim, a cadeira era dela. Falei para ele, ele disse que ele é quem tinha pegado. Eu respondi que não, que foi a XXXX e que ele teria que soltar. Ele soltou. E chorou. CHOROU MESMO. Magoadão, sabe?

Se eu tivesse chegado só naquela hora, na hora da disputa pela cadeira, seria difícil dizer de quem era a tal cadeira. Porque ele mentiu descaradamente, ele mentiu de um jeito que eu realmente acredito que até ELE acredita na mentira. Porque a reação foi genuína, ele chorou como se tivesse sido injustiçado mesmo. Eu não saberia o que fazer se tivesse pegado o bonde andando. Talvez eu acharia que a cadeira era dele mesmo, levando em conta que é ela quem sempre pergunta se eu tô com bebê na barriga. Ia ser minha vingança inconsciente. Hahahahaha

Mas essa coisa da mentira, não adianta pensar que o YYYY não tem educação não. Porque todos eles fazem a mesma coisa. É a fase, eu acho.

TO BE CONTINUED...

Xurupitinho e as rotinas médicas

Então nessa dúvida cruel: será que o Xurupito é só epiléptico, ou será que ele tem algo mais sério e a epilepsia é só um sintoma?

Não consegui conviver com a dúvida, porque desde que ele chegou aqui em casa eu tenho reparado que ele é estranho em suas rotinas. Por exemplo, ele come muito pouco. Muito pouco. Só come bem quando é comida caseira. O que eu considero ruim, porque eu até posso cozinhar franguinho para ele todos os dias, mas eu não estou preparada para elaborar um cardápio que tenha tudo que ele precisa para ser feliz e saudável. Sempre sonhei em alimentar meus gatos com comida de verdade, natural, muito mais gostosa e saudável do que essa ração nojenta industrializada cheia de corantes e conservantes, mas... Acho que eu teria que fazer faculdade para uma empreitada dessas.

Então, o Xurubas come bem mal. E os hábitos de xixi e cocô também não são dos melhores. Primeiro pela resistência dele em usar a caixa de areia. Mesmo quando ele tinha uma exclusivinha para ele, enquanto os outros 5 gatos tinham que compartilhar a deles. Ainda assim, caixa de areia não é a dele. Só que mesmo quando ele usava (e ele era obrigado a usar nos 30 dias de confinamento), era muito pouco. Muito pouco xixi mesmo. Gatos fazem bastante xixi, várias vezes por dia. Quer dizer, não é muito em quantidade de uma vez só, mas a frequência é grande. Com o Xurubas, era uma pedrinha de areia por dia e só.

E dai vem a parte do cocô. Que eu também não acho que esteja tudo correndo bem. Num dia ele não faz. No outro é diarréia. No seguinte é SUPER duro e ressecado (deve doer, coitado). E tudo isso não está relacionado ao que ele comeu. Alguns podem estar supondo que no dia em que eu dou comida mais temperada, ele tem problemas para defecar. Mas não, essas texturas diferenciadas das fezes dele não tem correspondência nenhuma com o que ele comeu.

Então devido a todas essas minhas constatações e preocupações, levei o gato ao médico novamente. Para fazer o tal exame de sangue.
Hum...

Só que exame de sangue em gato não é algo muito simples de se fazer. Ainda mais quando se tem um gato totalmente feral. Anestesia geral nele. ODEIO.

Dr. Ruy deu a anestesia e disse agora é só esperar. Estava com ele no colo e achei engraçado que ele estava tão aterrorizado que não tentou me agredir, finalmente ele me viu como um lugar seguro ao invés de uma possível agressora. Acho que foi a primeira vez que fiquei com ele no colo por mais de 5 segundos. Os drs saíram da sala e eu fiquei lá sozinha com ele. E eu estava tão aterrorizada quanto ele, pode apostar. Aos poucos ele foi perdendo a consciência, mas foi bem aos pouquinhos mesmo. E eu morrendo de medo que ele simplesmente morresse. Não entendo de anestesia, só sei que um monte de gente morre assim.

Até que ele ficou mole mole mole. E daí eu aproveitei para fazer tudo que ele nunca me deixou fazer. Beijei beijei beijei e amasei e fiz TANTO carinho e extravasei todo o amor que eu sinto por ele e que ele NUNCA me deixa demonstrar. Essa foi a parte legal.

Mas daí veio a parte que eu não sabia (sim, burra) e nem imaginava. Ele ficou com os sinais vitais MUITO fraquinhos. E eu estava sozinha na sala, sem ninguém pra perguntar o que estava acontecendo e pra me dizer que isso era normal. Não sentia arzinho saindo do nariz dele. E com ele no meu colo, nem conseguia ver se ele estava respirando. Coloquei ele na mesa e passei o resto do tempo só monitorando, vendo a barriguinha dele subindo e descendo BEM devagar e torcendo pra que ela continuasse subindo e descendo. Odiei.

Tiraram o sangue (UM MONTE) e trouxe ele pra casa, ainda desacordado. Eu tinha 4 horas pra amassar ele mais um pouco, que é o tempo do efeito da anestesia. E realmente ele ganhou muito carinho nesse tempo. A cada 20 minutos, pingar soro fisiológico no olhinho pra não ressecar... E ficamos nós dois na sala, eu trabalhando, ele dormindo. De repente, ele simplesmente acordou. Acordou e quis andar! Dava um passo, caía. Outro, caía. Totalmente tonto. E não parava de andar! Fui segurando ele um pouco, escorando, ele foi na lavação, cozinha, sala, banheiro, quarto, fez um super tour. Deitou mais um pouco, e achei interessante como o efeito vai passando bem gradualmente mesmo. Um passo e caía. Um pouco depois, 2 passos e caía. Três passos e caía. Logo, três passos e caía, mas conseguia sustentar a cabeça, sem deixar ela bater no chão. Essa transição foi bem sutil.

Agora é esperar pelos resultados do exame...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Disk Leve Vegan

Uma coisa foi levando a outra, e da paixão por gatos eu comecei a ter sentimentos por outros bichinhos, e pensar que esses outros bichinhos merecem tanto respeito e tem tanto direito a vida quanto os meus gatos.
Claro, como pessoa mediana que sou, essa paixão começa com os mamíferos, especialmente os mais próximos da gente... Gato, cachorro, macaco, cavalo... Depois eu fui lendo e pensando e percebendo que TODOS os animais tem tanto direito a vida quanto eu, até mesmo as formigas, as aranhinhas, etc.

Desde que esse processo começou eu coloquei na minha cabeça que meu objetivo é ser vegana. É uma transição complicada e que está sendo um pouco difícil para mim, mas ter o objetivo acho que já é um belo primeiro passo.

Só que eu descobri uma coisa que torna tudo bem mais fácil...
É o Disk Leve Vegan, um serviço de entrega de pratos vegetarianos.

Eles são ótimos. Sério. Sobrevivi o final de semana inteiro com a Torta Picante deliciosa deles. Eu to quebrando a cabeça tentando entender como eles fazem isso ser tão gostoso e não consigo. Vale muito a pena.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Xurupito...

Há uns 2 ou 3 meses atrás, salvamos um gato. O American Staffordshire Terrier *dele foi pego no flagra mastigando o tal gato. Ainda bem que o cachorro é obediente, pois largou com o grito que ouviu *dele. E o gatinho, claro, veio para cá, o paraíso dos gatos. Chamamos ele de Xurupito.


Ficou um mês imobilizado, preso em uma caixa de transporte, ele, caixa de areia, água e comida. Altas chances de ficar paraplérgico, já que a bacia fora esmagada e não se sabia a extensão dos danos à coluna dele.

Acontece que deu tudo certo, e ele se recuperou 100%. Milagre mesmo. Ficou aqui mais um mês, sob protestos dos outros gatos, que não querem mais ninguém na casa. Eles dizem que 5 é suficiente e querem que o sexto gato vá procurar seu rumo.

Tenho certeza que esse gato é totalmente feral, pois ele não se acostuma com os outros de jeito nenhum. Ele tenta matá-los enquanto dormem. Ele ataca a Patita (menina mais nova) o tempo inteiro, perseguindo ela pela casa. E, há 1 mês, ele começou a ter ataques epiléticos. Os primeiros não chegaram ao auge - com espasmos. Era só correria. Ele surtava e começava a correr e gritar pela casa. Episódios cada vez mais longos, mas uma hora parava. Eu ainda não sabia o que era, achava que ele só tava puto por estar preso.

Uns 2 sábados atrás, depois da correria ele tombou no chão e começou a tremer. Espasmos fortes, e babou bastante. No dia seguinte, mais um. Levei na Dra. Rose e ela disse que é epilepsia. A epilepsia pode ser a doença em si ou sintoma de alguma outra doença. Gardenal pra ele, para minimizar as crises enquanto não descobrimos se é doença ou sintoma.

Antes de comprarmos o remédio, ele teve mais uma crise, mas eu percebi que foi logo depois de um stress extremo com os meus outros gatos. Os ataques do Xurubas estão 100% relacionados à chatice dos outros. Se ninguém incomoda, ele não tem absolutamente nada. Então resolvemos não começar a administrar o remédio imediatamente, e tentar controlar os ânimos na casa.

Só que, conforme o tempo vai passando, o Xurubas vai ficando mais confiado, se sentindo mais em casa, e mesmo com todas as nossas tentativas de controlar os outros, é ele quem apavora. Todo mundo deitado no colchão comigo, ignorando a presença dele, ele andando pela casa, de repente vem vindo mais perto, mais perto, mais perto... E eu pensando que fofo, agora ele vai deitar aqui com a gente também! e de repente PAU, atacou a Patita ou se atracou no Pirulito.

Isso foi acontecendo com tanta frequência que a paz simplesmente acabou na minha casa, e eu diminuí a qualidade de vida dos meus beibes em 50%, eu diria. Eles não tem mais sossego, eles não podem mais ir e vir, porque se passarem perto do Xurubas é ataque na certa. E o danado do Xurubas faz questão de ficar bem nas passagens. Ele gosta de ficar na porta da cozinha, sendo que a comida deles fica na cozinha e eles são obrigados a passar por ele para ir comer (e são atacados 100% das vezes). Ou então, em dias de calor ele fica no corredor que vai para o banheiro, e os gatos amam dormir no azulejo do banheiro, então tem que passar pela barreira Xurupítica (e são atacados 100% das vezes).

Ele teve uma crise horrenda na quinta, corria em direção as paredes até bater com a cabeça nelas, começou a sangrar a boca por causa das batidas, eu nunca vi ele correr tão rápido. Quando *ele tentou segurá-lo para tentar acalmar (sempre funciona), Xurubas tascou 3 super arranhões no braço *dele, se libertou e continuou correndo contra as paredes - só que muito mais rápida e alucinadamente. Até cair e ter a pior crise de todas. E quando acordei no dia seguinte, tinha 25 pontos de cocô na sala, banheiro e cozinha para eu limpar. Diarréia. Também provável consequência do ataque.

Então agora ele está recebendo 1/4 de Gardenal 2x por dia. Odeio dar o remédio para ele. Odeio ver que ele não é mais ele mesmo, que está constantemente sedado. Agora ele passa a maior parte do dia dormindo. E as vezes cai sozinho, pois o Gardenal afeta o equilíbrio. Tempos difíceis aqui em casa...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Consegui um estágio!

Semana passada eu consegui um estágio.

CONSEGUI UM ESTÁGIO!

E a melhor parte é que não é qualquer estágio. É tipo O estágio. É para ser assistente de sala de uma turma de alfabetização (educação infantil, não de adultos ainda) e minha função específica é dar suporte para um aluninho autista.
A experiência por si só já é fabulosa, por todas as oportunidades de aprendizado, por estar em uma sala de aula com profissionais ultra-qualificados (a escola é mega conceituada) e por trabalhar diretamente com uma criança com dificuldade de aprendizagem. Então eu já estava bem empolgada.

Daí depois soube que em cima desse sundae ainda tem um monte de chantilly e uma cerejinha no topo. Pois além do trabalho em si, ainda ganho de lambuja uma participação na semana de estudos da escola e mais treinamentos regulares com a equipe multidisciplinar que acompanha o menino. Então é contato constante com a psicopedagoga, com a pedagoga, com a psicóloga, com a fonoaudióloga, etc etc e mais uns 2 ou 3 treinamentos em São Paulo com a empresa que presta esse serviço. Tem idéia do quanto vou aprender???

Babei.

Mas nem tudo são uvas nessa minha vida dramática. Eu dou aulas de inglês em uma empresa. Tenho 2 turmas lá, uma ao meio dia, outra as 17h30. Duas turmas que só querem ter aula comigo. Ou é comigo ou é com ninguém. E eu também amo eles de paixão. Pegar esse estágio significa perder essas duas turmas (por conta dos horários), e por consequência, a escola perde todos esses alunos.

Tenho decisões importantes para tomar essa semana. Meu coração está totalmente dividido.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Euforia

A euforia sempre me traz uma impressão de fake.
As pessoas mais eufóricas que eu já vi, cheias de gargalhadas e sarcasmos, frasesinhas de efeito no MSN e obssessivos recados em todos os orkuts do mundo mostrando como estão bem e felizes e cheias de si, na verdade são as que estão morrendo por dentro.

Essa tentativa de esconder tudo por tras da euforia não é nada eficaz. Seria melhor se simplesmente chorasse e pronto. Melhor pra si, quero dizer.

I know your pain. And I feel really truly sorry for you. You can stop the act now.

Eu sinto mais pena dos eufóricos do que dos simplesmente tristes. Porque os tristes tem uma dor com a qual eles sabem lidar: ficam tristes, choram, se isolam, buscam aconchego nos braços de alguém e pronto: passa. Os eufóricos ficam assim porque eles não sabem lidar com a sua realidade. Alguma coisa deu muito errado e isso é forte demais para eles. Então eles fogem, se escondem, perdem seu tempo querendo mostrar para o mundo que não está acontecendo nada. São pessoas mais fracas, mais frágeis, e é engraçado, porque com todo esse showzinho o que eles mais querem é mostrar que são fortes e que nada os atinge. E o efeito é o oposto - todo mundo vê a fraqueza por baixo do sorriso largo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tempo, tempo.

Todos os dias eu tenho uns 3 ou 4 pensamentos de coisas para escrever aqui, mas esses dias têm sido tão mas tão corridos que não consigo tirar 5 minutos para escrever nada.

Aquele paper, que eu queria tanto que fosse publicado, continua totalmente estacionado. O que me traz certa angústia, pois eu queria mesmo ter tempo para me dedicar a ele e deixar ele bem lindo. O assunto é legal, a bibliografia é rica, mas precisaria de pelo menos uma bela tarde na biblioteca da FURB selecionando e tirando cópias para depois sentar e escrever. Não falta muito. Na verdade ele já está todo escrito, o problema é que extrapolou o limite de páginas, SEM AS CITAÇÕES, então preciso resumir e acrescentar as tais citações... Isso leva tempo.

Na faculdade estou tendo a última matéria do semestre. E até agora a mais chata. Não tanto pelo assunto não ser interessante, o assunto é ótimo. Só que esse professor, sério, eu não sei o que ele tinha na cabeça quando escreveu o caderno de estudos. A única coisa que ele sabe fazer é compilar listas. E aí fica difícil.

A matéria é Didática e Avaliação. Po, qualquer pessoa que queira lecionar (ou já lecione) sabe que essa é pra ser uma das disciplinas mais supa-dupa do curso, que vai nortear todo o nosso trabalho durante o curso e na vida profissional. Mas o cara chega a me dar raiva.

Daí que um assunto é assim: Conceito de Didática. Ele vai lá e coloca uma lista de conceitos dos autores mais respeitados. Então tenho uns 5 ou 6 conceitos. Uns colocando a didática como meramente técnica e instrumental e outros colocando um olhar mais humano e social.
E assim vai nesse ritmo de listas e autores durante quase toda a parte da apostila que fala de Didática.

Depois quando entra a parte de Avaliação, que também deveria ser UAU, começa tudo de novo. Lista de conceitos de avaliação. Lista de características básicas da avaliação escolar. Lista de funções da avaliação. Lista de técnicas de avaliação. E daí, claro, que a faculdade onde estudo é mais uma daquelas que prega mas não faz, no final de cada tópico tenho uma prova. E essa prova, totalmente baseada em decoreba. Então tenho que decorar todas essas listas, porque as chances de aparecer uma pergunta discursiva do tipo: Segundo Libâneo, qual a principal função da avaliação? é muito grande. E quando isso acontece não importa quantas vezes eu tenha lido a apostila e entendido direitinho tudo e seja capaz de contribuir criticamente. Importa só se eu decorei que o Libâneo fala isso e Haydt fala aquilo sobre a função da avaliação.

É fogo. E eu não sei como tenho sobrevivido com notas boas, porque eu realmente não acho que eles saibam avaliar. Eu até desisti de ficar me exibindo com as minhas médias, pois cheguei a conclusão de que elas não são um espelho da profissional que irei me tornar, e sim elas só medem que eu sou uma bela "decoradora" de assuntos. Frustrante.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Discriminar portadores do vírus HIV poderá ser crime com pena de até quatro anos

A pessoa que discriminar um portador do vírus HIV poderá ser presa e cumprir pena de um a quatro anos. É o que prevê o Projeto de Lei 6124/05, aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A aprovação do projeto beneficiará os cerca de 630 mil infectados pelo vírus no Brasil.

Poderá ser punida e presa a pessoa que impedir, recusar ou cancelar a inscrição de uma criança portadora do vírus em uma creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. Será também crime negar emprego, segregar no ambiente de trabalho, divulgar a condição de um portador e exonerar ou demiti-lo de seu cargo. Caberá também prisão a quem recusar ou retardar o atendimento de saúde para um infectado.

A falta de legislação federal sobre o tema levou os Estados a editarem leis para punir e coibir constantes atos de discriminação, como o caso julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual uma funcionária de autarquia contratada pelo regime celetista foi demitida após descobrir, durante exames de pré-natal, que era portadora do vírus do HIV.

O projeto segue agora para a votação no plenário da Câmara. Se aprovado irá para sanção ou veto presidencial.

Confira abaixo o que o Projeto de Lei 6124/05 prevê:

- Pena de um a quatro anos

O que será considerado crime:
- Promover qualquer ato de distinção,
- Promover exclusão ou restrição
- Dificultar a inscrição ou impedir a permanência de alunos portadores do HIV em escolas e creches
- Promover a discriminação dos soropositivos em ambientes de trabalho
- Exonerar ou demitir um portador do vírus de seu cargo ou função
- Discriminar um portador em seu ambiente profissional
- Divulgar a condição de um portador do HIV ou de doente de AIDS com o intuito de ofender-lhe a dignidade ou sem sua autorização
- Recusar ou retardar o atendimento de saúde ao paciente


FONTE: http://www.ressoar.org.br/_noticias.asp?idNoticia=1027

domingo, 6 de dezembro de 2009

Semana Brasil Voluntário 2009

SEMANA BRASIL VOLUNTÁRIO 2009

Você sabe o que é comemorado no dia 5 de dezembro?

Em 1985 este dia foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como "Dia Internacional do Voluntário", para homenagear pessoas e grupos que doam seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.

Desde então, a data tornou-se um marco para acompanhar a evolução do trabalho voluntário no Brasil e em todo o mundo. Valorizar quem já é voluntário e motivar muito mais gente a se engajar no voluntariado. Estes são os objetivos da Semana Brasil Voluntário, que acontece sempre na primeira semana de dezembro. Neste ano, o tema é "O Planeta é Voluntário".

A campanha é uma iniciativa da Rede Brasil Voluntário, formada por: Centro de Voluntariado de São Paulo, Centro de Ação Voluntária de Curitiba, Instituto Voluntários em Ação de Florianópolis, Parceiros Voluntários do Rio Grande do Sul e RioVoluntário. A SBV-2009 conta com o apoio do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV-PNUD).

O tema "O Planeta é Voluntário" não foi escolhido por acaso. Afinal, a Terra sempre nos tem dado tudo, sem esperar nada em troca.

E nós, o que temos feito por ela?

Pois chegou a hora de retribuir: seja voluntário, faça a diferença! Aquilo que você faz bem pode fazer bem para alguém!

Acesse o site www.voluntariosonline.org.br. O mundo, desde já, agradece!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu fico furiosa...

Tem uma coisa que me deixa furiosa.
E eu pensei 10x por dia que é idiotice da minha parte, mas ainda assim eu não me conformo.

E o que me deixa furiosa são algumas colegas minhas de sala.
Na semana retrasada, uma delas me disse que tinha tirado nota boa na prova de Psicologia Geral por que colou tudo da Fulana. Eu não gosto de quem cola. Eu entendo quem cola na escola, porque ainda é criança e não tem muita noção da importância das coisas. Mas eu não entendo um adulto que paga sua faculdade, procurando ser bom em alguma coisa, colar. Tipo, wtf??? O QUE QUE ELA TÁ PENSANDO????????????????

E hoje, no ônibus, escutei uma contando que o marido fez mais da metade do paper que é pra entregar daqui ha duas semanas. Lembra aquele paper que estava me fazendo arrancar os cabelos? Então, a bobona não tem saco para fazer e pediu para o marido. E a outra disse: e eu vou ter que passar a roupa da minha filha por 3 meses. Sim, a filha dela fez o paper pra ela, e em troca ela vai passar a roupa por 3 meses.

Isso me leva a concluir que talvez ela tenha nascido mesmo para passar roupa e não para fazer faculdade, sabe?

Daí alguns podem dizer que, sei lá, que eu deveria deixar de ser tão caxias, problema NÃO é meu que elas não tão aprendendo p*** nenhuma. Mas olha, eu acho que o problema é meu sim. Porque esses seres vão sair da faculdade, vão se dizer pedagogas e vão fazer toda a minha classe profissional passar vergonha, pq elas preferiram passar roupa do que estudar.

E outros ainda podem dizer para eu não me preocupar porque o mercado seleciona, mas - oi - olha só a novidade: o mercado NÃO seleciona na área de Pedagogia, sabe por que? Porque NÃO HÁ PROFISSIONAIS EM NÚMERO SUFICIENTE NESSA ÁREA. Diferentemente de Direito, ou Odonto, que tem profissionais a dar com pau. Dá pra pensar que só sobreviverão os bons. Mas não é o caso.

E não querendo apavorar você, caro leitor, mas essas daí é que vão ensinar os filhos de vocês. Essas que deveriam estar passando roupa vão estar em sala de aula.

Tem outra coisa também, que me faz pensar... O que é que uma PROFESSORA está fazendo colando? Ué, elas querem ser professoras, né? E acham bonito colar? Acham válido? Acham permitido? Então vão deixar seus alunos colarem também, é isso? Vão ensinar crianças a trapacear, como elas fazem hoje? O QUE ELAS TÃO PENSANDO????????????????

E tem outra coisa ainda. Eu acho altamente injusto eu ficar estudando que nem doida pra tirar meus lindos 10 e de repente uma dessas tira a mesma nota que eu COLANDO! Ok, eu sou competitiva, talvez precise trabalhar isso. Mas vai dizer que não é ultra-desmotivador? Tu estuda, se esforça, pesquisa, tenta fazer um bom trabalho e vê alguém que não merece recebendo a mesma nota que você? Sério, não dá raiva?

Cara, hoje eu já estou de mau humor, mas com essas eu tô cuspindo fogo pelas ventas.

domingo, 29 de novembro de 2009

Sobre métodos de ensino de língua

Alguém (um bom super amigo) me perguntou qual era o melhor método para se aprender uma língua.

Hummm...
Mas acho essa pergunta tão difícil que demorei mais de um mês para começar a escrever algum rascunho.
Pois a verdade é que essa pergunta não tem resposta.

Na verdade não existe método que funciona e método que não funciona. O que existe é o aluno que se adapta melhor a uma maneira de ensinar e não se adapta a outra. Pois eu já vi alunos saindo de todos os métodos falando perfeitamente, e também já vi alunos saindo dos mesmos métodos falando lhufas depois do mesmo tempo.

Eu não sei se eu acredito muito na Teoria das Múltiplas Inteligências, e mesmo se eu acreditasse, não sei se existe algum professor eficaz o suficiente para planejar uma aula que consiga atingir todas essas inteligências. Mas se tem algo que eu acredito porque já vivi na prática é a clássica divisão da PNL entre pessoas auditivas, visuais e cinestésicas. E isso sim deve ser levado em consideração na hora de se escolher como estudar.

Na verdade ninguém é 100% auditivo, nem visual nem cinestésico. Nossos canais de comunicação predominantes podem variar dependendo da situação, humor, ou ambiente, etc. Então tem que se tomar cuidado com os testezinhos de internet, que te rotulam como uma coisa mas nem sempre você vai agir dentro daquele padrão.

Eu lembro que trabalhei em uma escola onde as aulas privilegiavam totalmente os alunos com o canal de comunicação auditivo predominante. A aula inteira se falava, repetia, traduzia em voz alta. Era falar, falar, falar. Usar o quadro era proibido. Os alunos que realmente tinham mais facilidade com esse canal iam super bem. O problema é que estatisticamente, apenas 20% das pessoas são predominantemente auditivas na hora de aprender. Resultado: a taxa de retenção era baixíssima, alunos desistiam o tempo inteiro e eu considerava isso uma m... pois gerava um sentimento de frustração muito grande nos alunos. Porque eles não pensavam eu escolhi o método errado, eles pensavam eu não consegui aprender inglês.

Eu tenho uma certa facilidade com o meu canal auditivo, mas prefiro mil vezes usar o visual. Gosto de ver, de escrever, de visualizar. O que eu acredito que me leva a gostar mais de regras gramaticais por exemplo. Essa parte eu estou supondo. Mas é que eu gosto do pensamento ordenado, de saber os porquês. É mais difícil para mim colocar algo em prática sem saber o que está por trás.
Tem métodos que ensinam a gramática de maneira implícita. As escolas adoram falar isso pois sabem que a maioria das pessoas diz odiar gramática. Então comofas: eles demonstram o ponto gramatical por meio de alguma situação ou texto onde o ponto está lá escondidinho, depois pedem que o aluno crie algumas situações usando aquela mesma estrutura, isso sem dar ainda nenhuma explicação mais aprofundada e cheia de nomenclaturas. Assim, dizem, o aluno aprende como aprendeu sua língua nativa quando criança: ouvindo e repetindo os padrões da língua, sem as tais explicações. Em algumas escolas, a explicação explícita vem em seguida, depois que o aluno sacou como se usa. Mas em outras escolas, nem isso.

EU não gosto assim.Ouvir, falar e só depois ler e de fato compreender o que aconteceu não me seduz, pq eu me considero visual. Pra eu me sentir aprendendo mesmo, deveria ser em outra ordem: ler e compreender, ouvir exemplos e depois falar. Tem mais gente que me apoia, lingüistas famosos, nesse sentido. Fala-se por aí que o negócio é receber muito input, mas muito input, e só bem depois começar a arriscar falar uma ou outra coisa. Então a leitura e a audição vem ANTES da fala, e na verdade BEM antes. Isso pode ser meio desmotivador, porque basicamente as pessoas querem fluência um pouco mais rapidamente.

Para quem tem mais pressa para atingir a fluência, tem os métodos mais "comunicativos". Nesses, a abordagem é um pouco diferente. Ou bem diferente. Você já começa falando. De qualquer jeito. Mas vai falando. Mesmo sem ter certeza de que está dizendo as coisas 100% corretamente. Nem todos os erros são corrigidos na mesma hora pelo professor, pois o foco é que você aprenda a se virar com a língua o mais rápido possível, e depois nos estágios mais avançados é que se vai lapidando e buscando a precisão. Acho até que essa é a mais usada hoje nas franquias. Pra mim também é bom, pois a cada aula você tem aquela sensação de missão cumprida, de que deu mais um passo, você consegue ver melhor o seu desempenho e se sentir mais realizado.

É realmente complicado, eu não quero puxar sardinha pra método nenhum, pois eu realmente acho que todos funcionam a sua maneira e com os alunos certos. O que muita gente infelizmente confunde é método com professor. Vi na minha vida muitos alunos desistindo porque não se adaptaram ao método do professor. Mas isso sim é algo que não existe. Em escolas, não existe o método do professor. Existe UM método, que todos os professores supostamente devem seguir.

Uma coisa é FATO: quase todas as escolas mentem na hora de falar sobre o seu método. Há anos faço pesquisa de mercado aqui em Blumenau e basicamente 100% das escolas falam que seu método é de conversação. Hey, dica das boas essa hein, MÉTODO DE CONVERSAÇÃO NÃO EXISTE! Conversação não é método. E tem escola que diz isso e nem usa a tal conversação nas suas aulas!!! Porque, você não pode dizer que uma aula onde você e seu colega REPRODUZEM um diálogo que já está escrito no livro é conversação, pode? Você não está conversando, você está lendo.

Isso vai render continuações, aguardem...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu não sou boa nisso II

Não, não foram os recentes acontecimentos com a minha aluninha que me fizeram pensar que eu não sou boa em educação infantil. Foi tudo. Foi o contexto.
Não deu nada de errado, eu não saí da escolinha chorando ou nada parecido.

Eu simplesmente... não gosto.

Engraçado. Nesse tempo eu descobri que adoro crianças e que minha paciência é maior do que eu pensava. Descobri muito sobre educação e mais ainda sobre humanos. Descobri que eu consigo. E me dá uma sensação de segurança muito boa saber que eu nunca vou passar fome na vida, pois agora tem mais uma coisa que eu sei fazer, mais lugares onde eu posso trabalhar, mais habilidades que eu posso desenvolver.

Mas meu negócio é ensinar ensinar, sabe? Tipo passar 1 hora de aula ENSINANDO, com pessoas prestando atenção, anotando, ESTUDANDO, particpando, QUERENDO. Isso é que me empolga, essa coisa de dividir conhecimento, de aprender junto. Com crianças pequenas não é assim. Em uma aula de 1h, mais da metade é usada para manter as crianças em seus lugares, para pedir atenção, para amarrar cadarços, para explicar que não se deve bater no coleguinha.

Pelamor, eu não estou dizendo que isso não seja ensinar, claro que é, e na verdade eu acho que é a coisa mais difícil DO MUNDO, como já falei em outros posts. É tão difícil que eu não acho que esteja conseguindo fazer de maneira satisfatória, e isso sim está me fazendo não gostar. Porque pra mim é muito difícil. A gente sempre gosta mais das coisas que tem mais facilidade né?

E hoje eu concluo que o meu negócio é com adultos mesmo. Agora não há muito que eu possa fazer nessa área, mas quando eu estiver mais pra frente na faculdade quem sabe consiga um estágio em algum centro de alfabetização de adultos?!? Por enquanto, não desisti das crianças, apenas concluí que não é ali que eu quero investir meu tempo no futuro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu não sou boa nisso

Eu tenho uma aluninha que tem problemas.
Ela tem só 4 aninhos e tem problemas.

Eu, claro, não soube lidar com isso.
Um dia, numa bela aula, eu disse: Agora nós vamos brincar de...
Imediatamente, a menina fechou a cara e foi pro canto. Expliquei a brincadeira, ela fazia que não com a cabeça. Mas não com cara de mimada chata não. Com cara de tadinha. De quem tava sofrendo. Quando estávamos quase começando a brincar, ela veio até mim e disse: Tchitcher, eu não quero brincar disso.

Ok, eu sou de uma formação escotista (hahahaha) e quando um escoteiro não quer fazer alguma coisa a gente manda fazer mesmo assim e pronto. Porque geralmente é birra, e quando eles estão lá fazendo, acabam se divertindo e curtindo. Então não tem xororô. Se o chefe mandou jogar tal jogo, todo mundo joga e acabou a discussão. Mas as criancinhas-micro são diferentes... Ô droga.

Eu disse: Mas vai brincar sim, tá? Todo mundo tem que brincar. (não grossa, queridinha)
Olhos cheios de lágrima, brincou. E odiou cada segundo.

Na aula seguinte, outra semana, eu já tinha até esquecido o ocorrido... Agora nós vamos fazer uma brincadeira...
Pronto. Começou a chorar. Mas não aquele choro de criança que quer iogurte no mercado, aquele choro irritante para encher o saco. Era um choro genuíno, vindo de dentro, de quem estava sofrendo. E sofrendo muito. Chorando mesmo, sem emitir som nenhum, só com a cara BEM de choro e muita, muita lágrima caindo.

Eu nunca vi criança não gostar de brincar!!!

Daí, claro, ela não fez a tal brincadeira, deixei ela ficar sentadinha. Também não sou TÃO porca assim. Só que acontece, interlocutores, que ela ficou assim A AULA INTEIRA. Ela nunca mais conseguiu parar de chorar. Pensa bem, 1h chorando é tempo pacas. Eu não me lembro da última vez que chorei por 15 min, mesmo tendo motivo. Eu perguntava as vezes por que é que ela não queria brincar, ela dizia que porque não. Eu não insistia.
Quando ela se sentiu confortável o suficiente, ela veio até mim, me puxou para baixo para falar no meu ouvido: Eu não gosto de brincar.
Por que?
É que eu não sou boa.

Opa opa... Pera. Pausa o filme, vamos de novo em slow-motion. Ela disse mesmo que ela não gosta de brincar por que não é boa...
EM BRINCAR?????

Sabe o que é pior? Ela é boa sim, ela é ótima em tudo que faz. Ela é a segunda menina mais inteligente da sala (nas avaliações senso comum que temos de inteligência), ela é a que faz os desenhos mais bonitos e mais caprichados, presta atenção nas aulinhas, é lindinha, fofinha e queridinha e eu duvido que, dentro dos limites que a idade impõe, tenha alguma coisa em que ela não seja boa.

A única conclusão que eu cheguei é que essa menina tem pais horríveis. Sério. O que andam fazendo com ela em casa? Claro, por que onde mais ela teria aprendido que "não é boa"? Na escolinha não, porque eu ESTOU lá, eu SEI COMO é lá, eles são ótimos, as profes são ótimas, os coleguinhas são fofos e nem imagino que ela tenha falhado a ponto de os coleguinhas terem falado uma coisa dessas para ela, porque como eu disse, ela é boa sim. E mesmo se isso tivesse acontecido, se os coleguinhas tivessem tido uma educação a la Uniban e tivessem rido da cara dela por algum motivo em alguma brincadeira, isso teria sido satisfatoriamente contornado pela equipe da escolinha. Então, sim, isso veio de casa.

Talvez eles (os pais) façam algo parecido com a minha mãe, que ganhava na cacheta de mim TODA VEZ, e eu sempre tive certeza que era péssima na cacheta. Daí vinha a minha avó e me deixava ganhar dela, e a minha avó já ganhou prêmios, medalhas e dinheiro em campeonatos de cacheta, então se de vez em quando eu conseguia ganhar dela, eu era um pouco boa sim!!! A minha mãe dizia que "o mundo é cruel e eu tinha que aprender a ver a realidade desde sempre", a minha avó queria deixar meu dia um pouco mais alegre naquele momento. Pra que fazer a vida da criança miserável só pra ela se acostumar com o mundo???

Quando ela crescer também vai perder, e tem que saber lidar com isso.
Ok, mas precisa perder TODA VEZ?

Eu não gosto dos pais dela. E as vezes não gostava da minha mãe também.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

The English importance for Brazilians

The know about the English language is very important for us nowadays to be able enter in a business world it is a competion for a nice where and a good salary.
English language meins power around the world and we need it to make many things. With the internet difundition this language is present more than never in our lives and now is easely learn because there are much options for it.
The English teachers must be worried about the changes and the evolution in the business, to offer for the students the better way to can compet.
The English as a second language in the Brazil moust be a fact to prove for the rest of the world that we can still in a destact where, so the Brazilians will be respect and known like professionals around the world.

****

Por favor:
Se você quer um dia ser professor de inglês, o conselho é simples - estude!
Estude de verdade.
Não pense, NEM POR UM SEGUNDO, que o curso de letras vai te dar algum tipo de proficiência.
E mesmo se você achar que vai, saiba AVALIAR a sua proficiência. Tem milhões de testezinhos grátis na internet que avaliam o seu nível. Tem ate simulados de provas de certificação internacional, tipo Cambridge, que você pode fazer e ter uma idéia melhor de como está indo. Se você não consegue nem encontrar isso na internet, vá até qualquer escola de inglês e diga que quer ser aluno, eles fazem um nivelamento de graça para você.

Mas POR FAVOR, não venha com o seu conhecimento super limitado fazer com que coordenadores pedagogicos super ocupados percam seu tempo corrigindo suas pérolas. Serio.

sábado, 21 de novembro de 2009

Amigas com Dinheiro

Nem acredito que passei uma hora e meia da minha vida assistindo a esse filme.
Jennifer Aniston, nunca mais me enganarás.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Da Nudez e eu

Eu andei lendo uns blogs (ai que mania) e um deles falava sobre o nosso corpo e a conotação sexual que todo mundo dá a nudez.
Eu confesso que realmente isso é uma coisa que me dá certa raiva.

Eu acho engraçado como, sei lá, 98% das pessoas pensa em sexo e putaria o tempo inteiro. E se não pensa em primeira pessoa, pensa que os outros estão pensando ou querendo ou fazendo. Para essas pessoas, uma mulher de mini-saia NÃO é uma mulher lutando contra o calor, é só uma mulher querendo mostrar as pernas para conseguir SEXO. Uma praia de nudismo jamais será vista como um lugar onde as pessoas querem ficar a vontade para serem elas mesmas com seus próprios corpos, é sim um lugar onde a putaria rola solta, os homens estão nús para mostrar seus pênis e as mulheres estão ali avaliando qual o maior para em seguida rolar SEXO. Me pergunto se alguma dessas pessoas que falam essas barbaridades sobre o naturismo já colocaram seus nobres pezinhos pudicos em uma praia desse tipo. E essa fixação por sexo chega a estrapolar todos os limites, quando, por exemplo, uma mulher é amiga de um homem, quer secretamente dar pra ele. E vice-versa. Uma mulher é espalhafatosa, é para chamar a atenção para dar pra alguém. Para essas pessoas, que para mim são completamente malucas, TUDO gira em torno de penetração.

Eu as vezes me pergunto: será? Será que é isso mesmo? Porque sim, eu já vi algumas pessoas declararem que o mundo gira em torno de sexo, e eu pensei: será que só eu não penso nisso o tempo inteiro?

Lá em casa as coisas sempre foram meio "liberadinhas". Do tipo meus pais sempre andaram nus e eu e meus irmãos sempre tomamos banho juntos mesmo depois de grandes. Aliás, a família inteira tomava banho junta, quando o tamanho do box permitia. Eu acho engraçado que algumas pessoas declaram que isso era uma grande perversão, como se eu fosse olhar para o corpo do meu pai e pensar em sexo ou meu irmão olhar para mim e ficar excitado. NUNCA aconteceu, porque a gente sempre viu o corpo nu como algo natural. Não era algo proibido, colocado em um pedestal, algo secreto que, quando revelado, deixa todo mundo ruborizado. Pode-se dizer que, lá em casa, a nudez foi tão banalizada que perdeu completamente seu efeito, sua conotação sexual propriamente dita.

Eu chego até a extremos, eu penso até que justamente isso que faz com que todo mundo pense que cresci na putaria teve o efeito justamente contrário. Eu NÃO vejo corpos e imediatamente penso em sexo. Eu NÃO vejo o peito de um homem e penso se é feio ou bonito, se é peludo ou não, se é de um velho ou de um jovem. Simplesmente me passa despercebido, é normal, é natural. Afinal, todos nós temos corpos, não? Me sinto meio índia, isso sim.

Isso é coisa de brasileiro? Ou coisa de maluco? Esse lance aí de sempre associar nudez com sexo. Eu nunca entendi. Mas achei que a anormal fosse eu. Mas daí, lendo outras opiniões acerca do mesmo tema, cheguei a conclusão de que tem mais gente que não associa até a cor da roupa a sexo. E quanto ao Brasil, eu acho que talvez por conta do funk, carnaval e, sei lá, turismo sexual, mulheres fazendo movimentos que daí sim lembram sexo, talvez por isso, sei lá.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Introduzindo um novo gato

Acrescentar uym novo membro a sua família felina é geralmente mais empolgante para você do que para o seu gato atual. Embora eles sejam solitários por natureza, a maioria dos gatos no final das contas aprende a aceitar, ou pelo menos tolerar novatos. Por serem muito territoriais, o jeito que você introduzir esse novo gato ao seu gato atual pode significar a diferença entre sucesso ou "gatástrofe".

O processo de introdução pode levar de 10-12 dias para filhotes até 12 semanas para gatos mais velhos. Tudo depende da personalidade de cada gato. Certifique-se de dar ao seu "primeiro" gato atenção o suficiente. Isso o fará se sentir seguro de que não está competindo pelo seu afeto.

Confine seu novo gato em um "quarto de segurança" até que o processo de introdução esteja completo. Deve ser um quarto pequeno, como um banheiro ou um pequeno quarto de dormir que seu primeiro gato raramente visite. Equipe o quarto com uma cama, um arranhador, comida e caixa de areia.

No começo, seu primeiro gato pode "fazer cobra" ou rosnar para o gato do outro lado da porta. Apenas ignore e se afaste. Nunca o puna por vocalizar agressivamente, isso apenas vai gerar mais problema entre os dois gatos. Não esqueça de elogiar e fazer carinho no seu primeiro gato quando ele agir de maneira calma ao estar perto do quarto do novo gato.

Depois de alguns dias, pegue um pano velho e esfregue no novo gato enquanto fizer carinho ou brincar. Use outro pano para fazer o mesmo em seu primeiro gato. Na hora de comer, coloque o pano com cheiro de cada um embaixo do prato do outro. Isso vai ajudá-los a associar o cheiro do outro gato a algo positivo - comida. Lembre-se de renovar o "cheiro" nos panos todos os dias.

Depois, você pode dar comida para eles mais próximos um do outro. Coloque um prato de comida em um lado da porta do quarto de segurança. Dê comida aos dois ao mesmo tempo.

Tranque seu primeiro gato em um quarto que ele goste de ir, com água, a comida preferida e uma caixa de areia. Deixe o gato novo explorar a casa. Depois de algumas horas, coloque-o novamente no quarto e deixe o primeiro gato sair. Ele provavelmente vai rosnar e "fazer cobra" quando ele sentir o cheiro de outro gato no SEU território. Novamente, seja paciente e o elogie quando ele agir calmamente. Repita esta atividade pelo menos uma vez por dia até que ambos os gatos se sintam confortáveis.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Unitaliban

Petição contra o que houve na Uniban: http://www.petitiononline.com/unitalib/petition.html
Assinem!

domingo, 15 de novembro de 2009

Quer um gato?

Se você está pensando em adquirir um gatinho para ter em sua casa, então talvez seja uma boa idéia estudar um pouco sobre o comportamento felino. E para entender a maneira que um gato se comporta, é importante vê-lo como um membro da família felina, e não simplesmente um animal doméstico, pois as inclinações naturais do gato irão informar muito sobre o seu comportando. Um dono que entenda porque seu gato se comporta dessa ou daquela maneira, provavelmente terá um animal mais feliz e saudável.

Portanto, abaixo você encontra algumas informações básicas sobre os instintos naturais dos gatos e o jeito que esses instintos se manifestam em um ambiente doméstico.

Animal Selvagem

De diversas maneiras, os gatos ainda são animais bem selvagens. Apesar da domesticação, eles são extremamente independentes e mantiveram a capacidade de caçar e se virar sozinhos. O mesmo não é verdadeiro para outros animais domesticados, que não sobreviveriam se deixados a sua própria sorte.

A inclinação natural do gato de perseguir e matar sua presa informa muito sobre seu comportamento doméstico e assegura que o gato é ágil, curioso, atlético e inteligente. Essas tendências naturais são geralmente percebidas pela maneira que os gatos brincam e são a razão pela qual algumas pessoas acreditam ser cruel manter um gato preso dentro de casa. Seja lá qual for o seu lado nesse debate, é importante que seja oferecido ao seu gato estímulos mentais e físicos suficientes. Lembre-se, que se um gato é mantido dentro de casa, ainda assim tem que ter sempre oportunidades de escalar, pular e agir de acordo com seu comportamento inato.

Gatos são o oposto de cães

Gatos e cachorros não poderiam ser mais diferentes na maneira que se comportam, embora, obviamente, há exceções a regra. Um gato não pode ser treinado da mesma forma que se treinaria um cachorro, o que não significa que um gato não possa ser treinado, pois pode. Entretanto, é improvável que você encontre um gato que adore buscar coisas, sentar ou se fingir de morto ao seu comando.
Essencialmente, um gato é muito voluntarioso para aceitar uma posição submissa. Além disso, a maioria dos gatos não está disposta a ser manipulada por humanos contra a sua vontade. Em outras palavras, seu gato não irá permitir que você ofereça carinho se ele não estiver afim. Essas são facetas importantes do comportamento do gato que você deve considerar antes de se comprometer a ter um gato.

Problemas comportamentais

Devido a independência e obstinação do gato, pode ser muito difícil resolver problemas de comportamento, mas não é impossível.

Se seu gato demonstrar uma alteração brusca de comportamento, ou desenvolveu um problema de comportamento, sua primeira atitude deve ser procurar um veterinário, pois alguns problemas podem ser causados simplesmente por problemas de saúde. Gatos, assim como humanos, podem se tornar bem mau-humorados quando não estão bem. Portanto, donos geralmente acabam descobrindo que o comportamento indesejado nada mais é do que o resultado de algum problema físico.
Por outro lado, se um veterinário não encontrar nada de errado em seu gato, é recomendável examinar a qualidade de vida de seu gato e sua atividades. Se seu gato não estiver tendo exercícios suficientes, se tornará frustrado, e geralmente essa frustração é compensada em seus melhores móveis. Então, é bom assegurar que seu gato tenha uma boa variedade de brinquedos para evitar que ele fique entediado.

Basicamente, quando mais você souber sobre seu bichinho, melhor. Se você entende o que faz bem a um animal, poderá fornecer o estímulo e o carinho que ele exige.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Melhores momentos: Websites dedicados ao chamado ‘orgulho carnívoro’

O artigo completo está aqui.

Você sabe por que surgiram esses websites de orgulho carnívoro?
(...)
Contra o que eles estão lutando exatamente? Colocado de maneira simples, eles estão resistindo ao desvelamento da verdade. Como no caso de todos os movimentos de justiça social, quando o aspecto econômico e a identidade daqueles que fazem de tudo para defender o status quo são desafiados, surge um instinto para defender suas posições de conforto. Algo no tom desses websites me diz que eles são feitos especificamente para chatear os vegetarianos.

Aqueles que comem carne frequentemente acusam os vegetarianos de se sentir 'moralmente superiores'. Referem-se a nós como se estivéssemos seguros de nossa moralidade mais elevada, o que em outras palavras quer dizer que nós temos uma certeza infundada de que estamos certos. Eu não sei quantas vezes eu disse para essas pessoas que essa moralidade superior não tem nada a ver comigo. Na verdade, ela tem tudo a ver com o respeito por outros indivíduos, cujo desejo de viver, cujas tentativas de escapar e sinais inconfundíveis de sofrimento me colocam em uma posição de respeito por sua validade como indivíduos com inteligência, interesses, emoções complexas e comportamentos sociais coerentes com um sistema de ética maior.

Incoerência (e uma defesa desafiadora dessas incoerências morais dentro de um contexto ético maior) é a marca dessas posições do orgulho carnívoro. Nós dizemos: "Se você não come o cachorro da família, então por que comer um porco?" Eles dizem, "Não há problema algum que eu seja incoerente moralmente porque a vida gira em torno de mim e meus desejos, não em torno dos interesses dos porcos ou até mesmo dos cães", ou simplesmente, "porque o sabor é bom".

O termo 'carnívoro' é reservado para aqueles organismos que não consomem nada além de carne e órgãos crus. Os humanos são escarvadores oportunistas, desenhados fisiologicamente como onívoros que podem sobreviver e até mesmo se manter saudáveis comendo o que estiver disponível. Para um humano se chamar de carnívoro, ele quer dizer que ele não come quase nada vegetal, e que ele compartilha as características de outros carnívoros (trato intestinal curto, equipamento biológico para desmantelar órgãos animais crus). (...) A verdade é que, como onívoros, nós podemos escolher o que comer e aí reside a controvérsia. (...)

Tudo isso tem mais a ver com a identidade de ser um 'homem' do que qualquer outra coisa. Como eu sublinhei recentemente em uma carta ao New York Times, a identidade limitada e sufocante do que constitui masculinidade está inseparavelmente ligada à obtenção e consumo de carne. Logo, abandonar a carne significa abandonar a própria masculinidade e orgulho. (...)

O surgimento desse super-orgulho carnívoro dentro de um contexto de uma cultura onde já predomina tal orgulho é evidência que a verdade e a realidade do que acontece com muitos animais explorados por sua carne e funções está sendo exposta. Eles estão na defensiva, e por uma boa razão: é difícil escapar da verdade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A procrastinadora

Eu to com um paper idiotíssimo para fazer, é urgente, e eu estou o dia inteirinho procrastinando.
O tema do paper me foi passado há pelo menos 2 meses. Eu já poderia ter terminado ele.
Mas não.

Ele não vale nota. Mas eu quero que ele seja publicado.
Para ele ser publicado, ele tem que ser o melhor de toda a universidade (que tem campi espalhados pelo país inteiro).
Eu QUERO que ele seja publicado.

Talvez esse meu querer tão forte é que tá despertando essa auto-sabotagem.
Uma sensação de que eu vou me esforçar pra c*** e acabar não conseguindo. E daí vai ser uma mega-frustração. Se eu deixar pro último minuto e fizer de qualquer jeito, já vou saber que não vai ser publicado, e pronto: não rola frustração.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Melhores momentos: Isso me dá um tic tic nervoso

Esse artigo na íntegra está aqui.

Ontem, ouvi a história de uma pessoa que, não pela primeira vez, compra uma poodle e, em menos de dois meses, passou-a adiante.
O problema: a cachorrinha não aprendia a fazer as necessidades no lugar certo.
Irritante, porque a pessoa foi advertida antes de fazer a compra, e quando se falou em adoção, veio a resposta:"prefiro um cachorro com mais estilo".

E assim caminha a humanidade…

O fato é que ter cachorro está na moda.

Mas afinal, porque muitas pessoas pessoas ainda preferem comprar um animal em um criador de fundo de quintal do que adotar um animal?

Bichos como mercadoria

A relação que a maioria das pessoas tem com algo (ou no caso alguém) que se compra é uma relação de consumo, e na história que eu contei se deu da seguinte maneira: Comprei, usei, não gostei, passei adiante.
O compromisso afetivo é substituido por uma relação de mercado que coisifica, no caso, os animais, e a responsabilidade fica atrelada ao negócio de compra e venda. As necessidades daquele ser vivo que será inserido num novo contexo e os sentimentos envolvidos ficam, na melhor das hipóteses, em segundo plano. Esse um dos motivos pelos quais se vê tantos cães de raça abandonados, esperando por um lar.

Enfim, vivemos na era do compro logo existo.

Status:
Tem pessoas que AINDA são preconceituosas em relação aos cães SRD (sem raça definida), ou ainda há aquelas que valorizam mais o pedigree do que o próprio cão, pois consideram que isso seja chique (triste, né?)

Adoção, um ato de amor e consciência

A adoção é um opção que depende da capacidade de amar e não da condição de comprar. Adotar é transformar a vida do adotante, do adotado e também do mundo que nos cerca, valorizando a relação e o vínculo construído no cotidiano.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uniban

Eu queria muito falar alguma coisa sobre o caso do vestido curto da moça da Uniban, mas eu só conseguia pensar que o que aconteceu foi errado. Que as vaias e xingamentos foram errados. Se alguém perguntasse por que, eu só responderia: porque nada justifica a agressão.

E realmente, como uma jovem senhora da paz, eu sempre vou achar que nada justifica agressões.

Só que, lendo o post da Deborah Sá a respeito, eu pensei: é mesmo! É por isso! Sim, eu ainda engatinho quando o assunto é argumentação e fundamentação.
O que se ouve a torto e a direito, seja em comentários no vídeo, em blogs, em comunidades no orkut sobre o caso é que a tal moça sabia o que estava fazendo, que deveria ter tido mais cuidado na escolha da roupa. Mas vi comentários piores, muitos, dizendo que ela PEDIU pelo que aconteceu, que ela deveria esperar tais reações, que ela chamou. Já vi até gente dizendo que ela "transgrediu as regras básicas para se conviver em sociedade", e por isso foi punida. Regras básicas???
Quando alguns respondem que ela tem o direito de andar como quiser, já rebatem dizendo que "então vou pra faculdade peladão".

A primeira coisa é que estamos falando de coisas bem diferentes. A moça não estava peladona. E nem o vestido dela era indecente. Mas o fato é que, mesmo se ela estivesse peladona, mesmo se o vestido dela fosse mesmo indecente, NINGUÉM NO MUNDO poderia ter feito o que aqueles estudantes fizeram. Sério, eu nem acredito no que aconteceu, parece muito Idade Média pro meu gosto.

E pensando bem, na verdade, se você, homem, branco, magro fosse para a faculdade peladão, ninguém faria o que fizeram com a moça da Uniban. Consigo até imaginar. As moças virariam o rosto com vergonha, as mais "assanhadinhas" olhariam para o tamanho do seu documento (e alguns moços também), metade ligaria para a polícia e talvez você fosse levado para a delegacia por ter cometido o crime de atentado ao pudor. Atentado ao pudor. Hah.
Mas considero bastante improvável que as pessoas se reunissem ao seu redor berrando coisas como puto! puto! puto!, ameaçando você de estupro e todo o kit de imbecilidades que vimos na Uniban. E mesmo se te chamassem de puto, bem, isso não é exatamente considerado uma ofensa, não é? Puto pra homem é elogio. He's a Stud, She's a Slut, eis um livro que valeria a pena comprar.

Esse lance de dois pesos e duas medidas é a primeira coisa que muito me irrita. Desde criancinha, quando o irmão pode fazer tal coisa porque é menino e você não porque é menina. Isso me enfurece, hoje muito mais do que antigamente, claro. E não é nem que EU, euzinha, queira que seja tudo liberado pra que EU possa aproveitar tudo e tocar o horror sem correr o risco de ser chamada de puta não. É só porque eu quero que a mulher que for afim de "tocar o horror" possa fazer isso sem ser considerada de menor valor por ninguém, nem seja discriminada nem ofendida. Mas, divago.

Trazendo de volta, eu quero que a moça da Uniban e qualquer moça de qualquer universidade possa colocar uma roupa e, independente de essa roupa ser feia ou bonita (o que é muito relativo, né?), curta ou comprida, mini-saia+top ou burka, eu quero que ela possa sair e voltar para casa com segurança e com a sua auto-estima intacta.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre ensino de língua para crianças

Muita gente me pergunta, desde que o mundo é mundo, com que idade eu acho que eles devem colocar seus filhos para fazer inglês. Eu respondo, há muitos e muitos anos, que uma idade legal é aos 7. Mas na verdade, de verdade verdadeira mesmo, eu acho que é aos 11. E é complicado falar assim, pois as pessoas pensam: tá, então todas as escolas do mundo que oferecem inglês antes dos 11 anos estão me enganando?

Mas acho que o esquema é meio diferente - e difícil de explicar. De fato, se você começa a aprender inglês aos 11, vai aprender inglês bem em, digamos, 4 anos. Se você começar aos 5 anos, vai fazer o seu curso de "Kids" até os 11 (ou seja, 6 anos de curso) e vai começar o curso "Teens" aos 11, junto com a galera que nunca fez inglês, e ainda vai ter aqueles mesmos 4 anos pela frente - os mesmos 4 anos de quem nunca fez inglês.

Você já viu alguém de 11 anos fluente em inglês tendo feito curso? Não vale mencionar alguém cujos pais sejam americanos ou que estude em escola internacional. To falando de alguém que esteja fazendo/tenha feito curso de inglês e cuja única fonte de inglês seja o tal curso.
Não tem né?

Então, justamente, é isso aí, é porque não ensinam nada mesmo.

Pera pera...
Também não é bem assim.
O fato de uma criança não sair falando inglês fluentemente de uma aula de inglês para crianças não significa que a mesma não tenha a sua utilidade. Pois tem!

Já foi comprovado cientificamente que crianças que são expostas ao som de uma outra língua na infância, tem muito mais facilidade para aprendê-la quando maiores. E quanto mais o tempo passa SEM essa exposição ao som de outra língua, mais difícil fica para copiar esses mesmos sons quando os aprender. Mesmo sem saber, a criança vai armazenando os padrões fonéticos da língua em uma gavetinha lá no cérebro dela, gavetinha essa que será aberta novamente quando de fato ela for fazer uso da língua de maneira prática. Então, quanto mais tempo você deixar seu filho longe do inglês, mais difícil vai ser para ele quando começar.

Outra: conheço mil milhões de adolescentes/adultos que chegam na escola (de idiomas) já dizendo que ODEIAM inglês. 99% foram traumatizados pela escola regular, claro. Quer coisa mais traumática do que aquela chata ensinando o verbo To Be DE NOVO e te obrigando a decorar a tabela de verbos irregulares? Claro que eu odeio inglês, claro que você odeia inglês, claro que TODO MUNDO odeia inglês. Ou temos outros casos em que a pessoa não necessariamente odeia, mas acha que odeia por mero desconhecimento de causa. Não sabe como é, não sabe que é fácil, escutou vááááárias pessoas falarem a vida inteira o quanto é difícil, resultado: eu não sei bem o que é ou comofas, mas eu odeio.

Quando uma criança já é exposta a língua desde pequena, digamos, 3 anos, não existe a menor chance de isso acontecer. A não ser, é claro, que tenha uma professora que espanque eles. Mas basicamente as aulinhas de inglês para micro-crianças sempre são divertidas, sempre são momentos agradáveis para as crianças e sempre geram boas memórias. Memórias essas que a criança vai lembrar daqui há 15 anos, quando for dar início a um curso de inglês "de verdade". Então o discurso inicial dela no curso de inglês para adultos vai ser: eu SEMPRE gostei de inglês, adoro, mas nunca tive a oportunidade de fazer um curso (a não ser no jardim).

E sabe né? Gostar de inglês é tipo 90% de todo o aprendizado.