sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Consegui um estágio!

Semana passada eu consegui um estágio.

CONSEGUI UM ESTÁGIO!

E a melhor parte é que não é qualquer estágio. É tipo O estágio. É para ser assistente de sala de uma turma de alfabetização (educação infantil, não de adultos ainda) e minha função específica é dar suporte para um aluninho autista.
A experiência por si só já é fabulosa, por todas as oportunidades de aprendizado, por estar em uma sala de aula com profissionais ultra-qualificados (a escola é mega conceituada) e por trabalhar diretamente com uma criança com dificuldade de aprendizagem. Então eu já estava bem empolgada.

Daí depois soube que em cima desse sundae ainda tem um monte de chantilly e uma cerejinha no topo. Pois além do trabalho em si, ainda ganho de lambuja uma participação na semana de estudos da escola e mais treinamentos regulares com a equipe multidisciplinar que acompanha o menino. Então é contato constante com a psicopedagoga, com a pedagoga, com a psicóloga, com a fonoaudióloga, etc etc e mais uns 2 ou 3 treinamentos em São Paulo com a empresa que presta esse serviço. Tem idéia do quanto vou aprender???

Babei.

Mas nem tudo são uvas nessa minha vida dramática. Eu dou aulas de inglês em uma empresa. Tenho 2 turmas lá, uma ao meio dia, outra as 17h30. Duas turmas que só querem ter aula comigo. Ou é comigo ou é com ninguém. E eu também amo eles de paixão. Pegar esse estágio significa perder essas duas turmas (por conta dos horários), e por consequência, a escola perde todos esses alunos.

Tenho decisões importantes para tomar essa semana. Meu coração está totalmente dividido.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Euforia

A euforia sempre me traz uma impressão de fake.
As pessoas mais eufóricas que eu já vi, cheias de gargalhadas e sarcasmos, frasesinhas de efeito no MSN e obssessivos recados em todos os orkuts do mundo mostrando como estão bem e felizes e cheias de si, na verdade são as que estão morrendo por dentro.

Essa tentativa de esconder tudo por tras da euforia não é nada eficaz. Seria melhor se simplesmente chorasse e pronto. Melhor pra si, quero dizer.

I know your pain. And I feel really truly sorry for you. You can stop the act now.

Eu sinto mais pena dos eufóricos do que dos simplesmente tristes. Porque os tristes tem uma dor com a qual eles sabem lidar: ficam tristes, choram, se isolam, buscam aconchego nos braços de alguém e pronto: passa. Os eufóricos ficam assim porque eles não sabem lidar com a sua realidade. Alguma coisa deu muito errado e isso é forte demais para eles. Então eles fogem, se escondem, perdem seu tempo querendo mostrar para o mundo que não está acontecendo nada. São pessoas mais fracas, mais frágeis, e é engraçado, porque com todo esse showzinho o que eles mais querem é mostrar que são fortes e que nada os atinge. E o efeito é o oposto - todo mundo vê a fraqueza por baixo do sorriso largo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tempo, tempo.

Todos os dias eu tenho uns 3 ou 4 pensamentos de coisas para escrever aqui, mas esses dias têm sido tão mas tão corridos que não consigo tirar 5 minutos para escrever nada.

Aquele paper, que eu queria tanto que fosse publicado, continua totalmente estacionado. O que me traz certa angústia, pois eu queria mesmo ter tempo para me dedicar a ele e deixar ele bem lindo. O assunto é legal, a bibliografia é rica, mas precisaria de pelo menos uma bela tarde na biblioteca da FURB selecionando e tirando cópias para depois sentar e escrever. Não falta muito. Na verdade ele já está todo escrito, o problema é que extrapolou o limite de páginas, SEM AS CITAÇÕES, então preciso resumir e acrescentar as tais citações... Isso leva tempo.

Na faculdade estou tendo a última matéria do semestre. E até agora a mais chata. Não tanto pelo assunto não ser interessante, o assunto é ótimo. Só que esse professor, sério, eu não sei o que ele tinha na cabeça quando escreveu o caderno de estudos. A única coisa que ele sabe fazer é compilar listas. E aí fica difícil.

A matéria é Didática e Avaliação. Po, qualquer pessoa que queira lecionar (ou já lecione) sabe que essa é pra ser uma das disciplinas mais supa-dupa do curso, que vai nortear todo o nosso trabalho durante o curso e na vida profissional. Mas o cara chega a me dar raiva.

Daí que um assunto é assim: Conceito de Didática. Ele vai lá e coloca uma lista de conceitos dos autores mais respeitados. Então tenho uns 5 ou 6 conceitos. Uns colocando a didática como meramente técnica e instrumental e outros colocando um olhar mais humano e social.
E assim vai nesse ritmo de listas e autores durante quase toda a parte da apostila que fala de Didática.

Depois quando entra a parte de Avaliação, que também deveria ser UAU, começa tudo de novo. Lista de conceitos de avaliação. Lista de características básicas da avaliação escolar. Lista de funções da avaliação. Lista de técnicas de avaliação. E daí, claro, que a faculdade onde estudo é mais uma daquelas que prega mas não faz, no final de cada tópico tenho uma prova. E essa prova, totalmente baseada em decoreba. Então tenho que decorar todas essas listas, porque as chances de aparecer uma pergunta discursiva do tipo: Segundo Libâneo, qual a principal função da avaliação? é muito grande. E quando isso acontece não importa quantas vezes eu tenha lido a apostila e entendido direitinho tudo e seja capaz de contribuir criticamente. Importa só se eu decorei que o Libâneo fala isso e Haydt fala aquilo sobre a função da avaliação.

É fogo. E eu não sei como tenho sobrevivido com notas boas, porque eu realmente não acho que eles saibam avaliar. Eu até desisti de ficar me exibindo com as minhas médias, pois cheguei a conclusão de que elas não são um espelho da profissional que irei me tornar, e sim elas só medem que eu sou uma bela "decoradora" de assuntos. Frustrante.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Discriminar portadores do vírus HIV poderá ser crime com pena de até quatro anos

A pessoa que discriminar um portador do vírus HIV poderá ser presa e cumprir pena de um a quatro anos. É o que prevê o Projeto de Lei 6124/05, aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A aprovação do projeto beneficiará os cerca de 630 mil infectados pelo vírus no Brasil.

Poderá ser punida e presa a pessoa que impedir, recusar ou cancelar a inscrição de uma criança portadora do vírus em uma creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. Será também crime negar emprego, segregar no ambiente de trabalho, divulgar a condição de um portador e exonerar ou demiti-lo de seu cargo. Caberá também prisão a quem recusar ou retardar o atendimento de saúde para um infectado.

A falta de legislação federal sobre o tema levou os Estados a editarem leis para punir e coibir constantes atos de discriminação, como o caso julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual uma funcionária de autarquia contratada pelo regime celetista foi demitida após descobrir, durante exames de pré-natal, que era portadora do vírus do HIV.

O projeto segue agora para a votação no plenário da Câmara. Se aprovado irá para sanção ou veto presidencial.

Confira abaixo o que o Projeto de Lei 6124/05 prevê:

- Pena de um a quatro anos

O que será considerado crime:
- Promover qualquer ato de distinção,
- Promover exclusão ou restrição
- Dificultar a inscrição ou impedir a permanência de alunos portadores do HIV em escolas e creches
- Promover a discriminação dos soropositivos em ambientes de trabalho
- Exonerar ou demitir um portador do vírus de seu cargo ou função
- Discriminar um portador em seu ambiente profissional
- Divulgar a condição de um portador do HIV ou de doente de AIDS com o intuito de ofender-lhe a dignidade ou sem sua autorização
- Recusar ou retardar o atendimento de saúde ao paciente


FONTE: http://www.ressoar.org.br/_noticias.asp?idNoticia=1027

domingo, 6 de dezembro de 2009

Semana Brasil Voluntário 2009

SEMANA BRASIL VOLUNTÁRIO 2009

Você sabe o que é comemorado no dia 5 de dezembro?

Em 1985 este dia foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como "Dia Internacional do Voluntário", para homenagear pessoas e grupos que doam seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário.

Desde então, a data tornou-se um marco para acompanhar a evolução do trabalho voluntário no Brasil e em todo o mundo. Valorizar quem já é voluntário e motivar muito mais gente a se engajar no voluntariado. Estes são os objetivos da Semana Brasil Voluntário, que acontece sempre na primeira semana de dezembro. Neste ano, o tema é "O Planeta é Voluntário".

A campanha é uma iniciativa da Rede Brasil Voluntário, formada por: Centro de Voluntariado de São Paulo, Centro de Ação Voluntária de Curitiba, Instituto Voluntários em Ação de Florianópolis, Parceiros Voluntários do Rio Grande do Sul e RioVoluntário. A SBV-2009 conta com o apoio do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV-PNUD).

O tema "O Planeta é Voluntário" não foi escolhido por acaso. Afinal, a Terra sempre nos tem dado tudo, sem esperar nada em troca.

E nós, o que temos feito por ela?

Pois chegou a hora de retribuir: seja voluntário, faça a diferença! Aquilo que você faz bem pode fazer bem para alguém!

Acesse o site www.voluntariosonline.org.br. O mundo, desde já, agradece!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu fico furiosa...

Tem uma coisa que me deixa furiosa.
E eu pensei 10x por dia que é idiotice da minha parte, mas ainda assim eu não me conformo.

E o que me deixa furiosa são algumas colegas minhas de sala.
Na semana retrasada, uma delas me disse que tinha tirado nota boa na prova de Psicologia Geral por que colou tudo da Fulana. Eu não gosto de quem cola. Eu entendo quem cola na escola, porque ainda é criança e não tem muita noção da importância das coisas. Mas eu não entendo um adulto que paga sua faculdade, procurando ser bom em alguma coisa, colar. Tipo, wtf??? O QUE QUE ELA TÁ PENSANDO????????????????

E hoje, no ônibus, escutei uma contando que o marido fez mais da metade do paper que é pra entregar daqui ha duas semanas. Lembra aquele paper que estava me fazendo arrancar os cabelos? Então, a bobona não tem saco para fazer e pediu para o marido. E a outra disse: e eu vou ter que passar a roupa da minha filha por 3 meses. Sim, a filha dela fez o paper pra ela, e em troca ela vai passar a roupa por 3 meses.

Isso me leva a concluir que talvez ela tenha nascido mesmo para passar roupa e não para fazer faculdade, sabe?

Daí alguns podem dizer que, sei lá, que eu deveria deixar de ser tão caxias, problema NÃO é meu que elas não tão aprendendo p*** nenhuma. Mas olha, eu acho que o problema é meu sim. Porque esses seres vão sair da faculdade, vão se dizer pedagogas e vão fazer toda a minha classe profissional passar vergonha, pq elas preferiram passar roupa do que estudar.

E outros ainda podem dizer para eu não me preocupar porque o mercado seleciona, mas - oi - olha só a novidade: o mercado NÃO seleciona na área de Pedagogia, sabe por que? Porque NÃO HÁ PROFISSIONAIS EM NÚMERO SUFICIENTE NESSA ÁREA. Diferentemente de Direito, ou Odonto, que tem profissionais a dar com pau. Dá pra pensar que só sobreviverão os bons. Mas não é o caso.

E não querendo apavorar você, caro leitor, mas essas daí é que vão ensinar os filhos de vocês. Essas que deveriam estar passando roupa vão estar em sala de aula.

Tem outra coisa também, que me faz pensar... O que é que uma PROFESSORA está fazendo colando? Ué, elas querem ser professoras, né? E acham bonito colar? Acham válido? Acham permitido? Então vão deixar seus alunos colarem também, é isso? Vão ensinar crianças a trapacear, como elas fazem hoje? O QUE ELAS TÃO PENSANDO????????????????

E tem outra coisa ainda. Eu acho altamente injusto eu ficar estudando que nem doida pra tirar meus lindos 10 e de repente uma dessas tira a mesma nota que eu COLANDO! Ok, eu sou competitiva, talvez precise trabalhar isso. Mas vai dizer que não é ultra-desmotivador? Tu estuda, se esforça, pesquisa, tenta fazer um bom trabalho e vê alguém que não merece recebendo a mesma nota que você? Sério, não dá raiva?

Cara, hoje eu já estou de mau humor, mas com essas eu tô cuspindo fogo pelas ventas.

domingo, 29 de novembro de 2009

Sobre métodos de ensino de língua

Alguém (um bom super amigo) me perguntou qual era o melhor método para se aprender uma língua.

Hummm...
Mas acho essa pergunta tão difícil que demorei mais de um mês para começar a escrever algum rascunho.
Pois a verdade é que essa pergunta não tem resposta.

Na verdade não existe método que funciona e método que não funciona. O que existe é o aluno que se adapta melhor a uma maneira de ensinar e não se adapta a outra. Pois eu já vi alunos saindo de todos os métodos falando perfeitamente, e também já vi alunos saindo dos mesmos métodos falando lhufas depois do mesmo tempo.

Eu não sei se eu acredito muito na Teoria das Múltiplas Inteligências, e mesmo se eu acreditasse, não sei se existe algum professor eficaz o suficiente para planejar uma aula que consiga atingir todas essas inteligências. Mas se tem algo que eu acredito porque já vivi na prática é a clássica divisão da PNL entre pessoas auditivas, visuais e cinestésicas. E isso sim deve ser levado em consideração na hora de se escolher como estudar.

Na verdade ninguém é 100% auditivo, nem visual nem cinestésico. Nossos canais de comunicação predominantes podem variar dependendo da situação, humor, ou ambiente, etc. Então tem que se tomar cuidado com os testezinhos de internet, que te rotulam como uma coisa mas nem sempre você vai agir dentro daquele padrão.

Eu lembro que trabalhei em uma escola onde as aulas privilegiavam totalmente os alunos com o canal de comunicação auditivo predominante. A aula inteira se falava, repetia, traduzia em voz alta. Era falar, falar, falar. Usar o quadro era proibido. Os alunos que realmente tinham mais facilidade com esse canal iam super bem. O problema é que estatisticamente, apenas 20% das pessoas são predominantemente auditivas na hora de aprender. Resultado: a taxa de retenção era baixíssima, alunos desistiam o tempo inteiro e eu considerava isso uma m... pois gerava um sentimento de frustração muito grande nos alunos. Porque eles não pensavam eu escolhi o método errado, eles pensavam eu não consegui aprender inglês.

Eu tenho uma certa facilidade com o meu canal auditivo, mas prefiro mil vezes usar o visual. Gosto de ver, de escrever, de visualizar. O que eu acredito que me leva a gostar mais de regras gramaticais por exemplo. Essa parte eu estou supondo. Mas é que eu gosto do pensamento ordenado, de saber os porquês. É mais difícil para mim colocar algo em prática sem saber o que está por trás.
Tem métodos que ensinam a gramática de maneira implícita. As escolas adoram falar isso pois sabem que a maioria das pessoas diz odiar gramática. Então comofas: eles demonstram o ponto gramatical por meio de alguma situação ou texto onde o ponto está lá escondidinho, depois pedem que o aluno crie algumas situações usando aquela mesma estrutura, isso sem dar ainda nenhuma explicação mais aprofundada e cheia de nomenclaturas. Assim, dizem, o aluno aprende como aprendeu sua língua nativa quando criança: ouvindo e repetindo os padrões da língua, sem as tais explicações. Em algumas escolas, a explicação explícita vem em seguida, depois que o aluno sacou como se usa. Mas em outras escolas, nem isso.

EU não gosto assim.Ouvir, falar e só depois ler e de fato compreender o que aconteceu não me seduz, pq eu me considero visual. Pra eu me sentir aprendendo mesmo, deveria ser em outra ordem: ler e compreender, ouvir exemplos e depois falar. Tem mais gente que me apoia, lingüistas famosos, nesse sentido. Fala-se por aí que o negócio é receber muito input, mas muito input, e só bem depois começar a arriscar falar uma ou outra coisa. Então a leitura e a audição vem ANTES da fala, e na verdade BEM antes. Isso pode ser meio desmotivador, porque basicamente as pessoas querem fluência um pouco mais rapidamente.

Para quem tem mais pressa para atingir a fluência, tem os métodos mais "comunicativos". Nesses, a abordagem é um pouco diferente. Ou bem diferente. Você já começa falando. De qualquer jeito. Mas vai falando. Mesmo sem ter certeza de que está dizendo as coisas 100% corretamente. Nem todos os erros são corrigidos na mesma hora pelo professor, pois o foco é que você aprenda a se virar com a língua o mais rápido possível, e depois nos estágios mais avançados é que se vai lapidando e buscando a precisão. Acho até que essa é a mais usada hoje nas franquias. Pra mim também é bom, pois a cada aula você tem aquela sensação de missão cumprida, de que deu mais um passo, você consegue ver melhor o seu desempenho e se sentir mais realizado.

É realmente complicado, eu não quero puxar sardinha pra método nenhum, pois eu realmente acho que todos funcionam a sua maneira e com os alunos certos. O que muita gente infelizmente confunde é método com professor. Vi na minha vida muitos alunos desistindo porque não se adaptaram ao método do professor. Mas isso sim é algo que não existe. Em escolas, não existe o método do professor. Existe UM método, que todos os professores supostamente devem seguir.

Uma coisa é FATO: quase todas as escolas mentem na hora de falar sobre o seu método. Há anos faço pesquisa de mercado aqui em Blumenau e basicamente 100% das escolas falam que seu método é de conversação. Hey, dica das boas essa hein, MÉTODO DE CONVERSAÇÃO NÃO EXISTE! Conversação não é método. E tem escola que diz isso e nem usa a tal conversação nas suas aulas!!! Porque, você não pode dizer que uma aula onde você e seu colega REPRODUZEM um diálogo que já está escrito no livro é conversação, pode? Você não está conversando, você está lendo.

Isso vai render continuações, aguardem...