sexta-feira, 9 de abril de 2010

Na idade da pedra do século XX, as mulheres ficavam em casa, enquanto os homens iam ao trabalho caçar o dinheiro e o sustento. Elas eram escravas, não só deles, mas de um projeto de lar, de família e de vida, do qual não poderiam sair sem penas horríveis, como o ostracismo, pobreza e vergonha.

O feminismo, o divórcio e o trabalho fora de casa permitiram que elas saíssem, ganhassem o próprio sustento, as rédeas da própria vida, e agora elas têm quase todas as facilidades que os homens de antigamente tinham de controlar as próprias vidas. Podem iniciar um divórcio, viver desacompanhadas, dormir com quem quiserem, etc. Algumas desigualdades ainda persistem, mas houve progresso aí, inegável.

Antigamente, a mulher era a responsável por querer manter um projeto de união para sempre. Elas eram educadas para desenhar o happily ever after e lutar por isso, com unhas e dentes. Os homens, por outro lado, deveriam caçar e portar-se como caçadores: indiferentes à mudança, sempre preparados para pegar a escova de dentes e ir dançar noutro lugar.

Quando você diz que eu penso como uma mulher e ela pensa como um homem, está se referindo a esta maneira antiga de pensar: quer dizer que eu penso como quem busca, deseja e anseia uma união por muito tempo, um projeto de futuro. E que ela, produto do feminismo, está sempre pronta para começar de novo, sempre preparada para terminar. O problema é que estar pronto para o fim significa também ansiar por ele.

Uma relação só conseguirá durar enquanto nenhum dos dois for capaz de ver o fim.


Trecho de um texto mto legal que encontrei aqui.

Um comentário:

n. barros disse...

mto legal o blog indicado.